A ideia é simples: você informa quanto tem, quanto aporta, taxa e prazo. A calculadora devolve o montante final, o total investido e quanto disso veio de juros sobre juros.
Contexto: você quer projetar um valor único investido por 12 meses.
Dados: PV = R$ 10.000, taxa = 1% a.m., n = 12, PMT = R$ 0.
FV ≈ R$ 11.268,25
O ganho não é “12% cravado”, porque a base cresce mês a mês com os juros.
Contexto: você começa com um valor e faz aportes mensais por 3 anos.
Dados: PV = R$ 5.000, PMT = R$ 500, taxa = 0,8% a.m., n = 36, aporte no fim do mês.
FV ≈ R$ 26.200 (ordem de grandeza)
Parte relevante do montante vem dos aportes, mas os juros acumulados crescem mais no final do período, quando o saldo está maior.
Juros compostos são um modelo em que os juros de cada período se somam ao saldo e passam a render também, criando o efeito de “juros sobre juros”. Esse mecanismo é comum tanto em investimentos quanto em dívidas longas, e o impacto aumenta conforme o prazo cresce. Uma explicação educativa está no Portal do Investidor, conforme a Portal do Investidor (CVM) — Juros simples e compostos.
Se você quer entender por que “um pouco a mais de tempo” costuma vencer “um pouco a mais de taxa”, faça um teste: mantenha a taxa e dobre o prazo. Em juros compostos, a curva tende a acelerar com o tempo — e isso ajuda a transformar constância (aportes) em resultado. Para conectar essa lógica com metas maiores, combine com o planejamento de longo prazo no conteúdo de primeiro milhão com aportes e consistência e simule cenários realistas.
Serve para qualquer situação em que você precisa projetar crescimento (ou custo) ao longo do tempo, como:
estima o montante futuro com aportes recorrentes.
viagem, entrada do imóvel, reserva de emergência.
prazos e taxas diferentes mudam o resultado.
entende como o saldo evolui quando há capitalização.
mede o efeito de cada escolha.
Juros simples calculam juros sempre sobre o capital inicial. Juros compostos recalculam juros sobre o saldo acumulado.
| Item | Juros simples | Juros compostos |
|---|---|---|
| Base de cálculo | Capital inicial | Saldo acumulado |
| Crescimento | Linear | Exponencial (acelera com o tempo) |
| Uso comum | Operações curtas e didáticas | Investimentos e dívidas longas |
| Fórmula típica | FV = PV(1 + i·n) | FV = PV(1+i)n |
Exemplo rápido: com PV=10.000, i=1% a.m., n=12, o simples rende 1.200 e o composto rende mais porque a base cresce mês a mês.
Se você ainda se confunde com percentuais, vale treinar conversões na calculadora de porcentagem para transformar “1%” em “0,01” sem erro.
Quando os aportes variam, a conta deixa de ser uma “série uniforme” simples. A saída prática é simular mês a mês (planilha ou tabela de evolução) somando cada aporte no mês correto e aplicando a taxa do período. Para organizar decisões, você pode complementar com o guia de simulação e comparação de investimentos, separando cenários por risco, prazo e liquidez.
Um montante pode crescer em reais e ainda assim “valer menos” em poder de compra se a inflação for alta. Por isso, muita gente compara taxa nominal com taxa real (aproximadamente, o que sobra acima da inflação). Para simular atualização de valores por índice, existe referência pública no IBGE, conforme a IBGE — explicação e calculadora do IPCA. Se a meta é manter poder de compra, combine com a calculadora de correção monetária.
Em dívidas longas, juros compostos trabalham contra você — e o que importa não é só a taxa “do anúncio”. Em crédito, compare sempre o custo total (juros + tarifas + seguros). Para olhar isso de forma mais realista, use a lógica do Custo Efetivo Total (CET) antes de assumir parcelas que parecem pequenas no começo.
| Fonte | URL |
|---|---|
| Portal do Investidor (CVM) | https://www.gov.br/investidor/pt-br |
| Calculadora do Cidadão (BCB) | https://www3.bcb.gov.br/CALCIDADAO/publico/exibirFormCorrecaoValores.do?method=exibirFormCorrecaoValores |
| Juros Compostos (Explicação) | https://www.gov.br/investidor/pt-br/penso-logo-invisto/juros-simples-e-compostos-um-estudo-detalhado-sobre-seus-impactos-no-cenario-financeiro |
| Inflação (IPCA) - IBGE | https://www.ibge.gov.br/explica/inflacao.php |
Aviso legal: As ferramentas disponibilizadas neste site são apenas para fins informativos e educacionais. Embora busquemos manter os cálculos e fórmulas atualizados, não nos responsabilizamos por eventuais divergências, perdas ou decisões tomadas com base nos resultados obtidos. Consulte sempre um profissional para orientações específicas ao seu caso.